
A crise envolvendo o Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), que inclui a morte de um adolescente interno, foi o tema abordado pela Deputada Erika Kokay na tarde de ontem quando criticou a falta de condições de funcionamento e da carência de pessoal especializado no Caje. Esse foi o tema que continuou sendo debatido com grande ênfase pelos deputados distritais na sessão ordinária desta quinta-feira, devido a uma rebelião que se iniciou na ala sete do Centro. Vários parlamentares ocuparam a tribuna para tratar do assunto.
Os deputados distritais José Antônio Reguffe (PDT), Erika Kokay (PT), Rogério Ulysses (PSB) e Brunelli (DEM) estiveram no CAJE onde acompanharam a ação dos policiais que estavam tentando desde a manhã desta quinta-feira (04/09) controlar um tumulto que se iniciou depois que dois jovens do centro fizeram um dos companheiros de refém.
Para Reguffe, a situação no local é caótica e é fruto da irresponsabilidade do poder público. Segundo ele, o Caje conta hoje com 270 internos, enquanto sua capacidade de atendimento é de apenas 160 adolescentes. "Enquanto isto, o Centro (CEAP) construído em Planaltina ao custo de R$ 8 milhões está fechado há 3 anos", criticou.
Para o deputado Geraldo Naves (DEM), os internos maiores de 18 anos deveriam ser retirados do Caje para outro local. "Enquanto não investirmos em educação, não resolveremos o problema da violência e da superpopulação do Caje; podemos construir amanha outro Caje que semana que vem ele vai está da mesma forma".
Em entrevista, quando perguntado qual seria a solução para o problema, Geraldo Naves disse que é uma questão que será resolvida com o empenho de todas as forças políticas, a médio e longo prazo, pois é necessário um investimento pesado na educação, “não adianta baixar a maioridade penal, a questão é não ter maioridade, o jovem desde pequeno deve ser conduzido a atitudes corretas, e se fizer o contrário deverá pagar pelo erro, é assim na Europa, é assim nos Estados Unidos, porque não no Brasil?”.
O deputado Patrício (PT) acusou diretamente o GDF pelos problemas no Caje. Segundo ele, o "governo Arruda não tem compromisso com a segurança pública, com a educação e com a saúde. O GDF mostra despreparo, por não ter conseguido até hoje colocar em funcionamento o Centro construído em Planaltina”.
Os deputados Geraldo Naves e Pedro do Ovo (PMN) defenderam o GDF argumentando que os problemas são complexos e que vêm de outros governos.
Em uma tarde com muitos embates políticos e com um grande foco no problema que ocorrera no Caje, o GDF afirmou às 16h02min que a situação estava controlada. Os líderes da rebelião, foram encaminhados provisoriamente para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde só poderão ficar por 30 dias


















