sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sessão Ordinária - 03 de setembro - FIQUE POR DENTRO



Em sessão Ordinária realizada na tarde de hoje Deputados Distritais fizeram denúncias de obras irregulares, criticas ao sistema público de saúde e ao descaso do GDF para com o CAJE

A deputada Jaqueline Roriz (PSDB) ocupou a tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira e saiu em defesa dos hemofílicos da cidade que, segundo notícia publicada pelo Correio Braziliense, estão sofrendo com a falta de medicamentos na rede pública de saúde. "Como mãe de um filho hemofílico e conhecedora desta doença, não poderia deixar de engrossar esta luta e apelar para que o governo resolva rapidamente esta situação; quando o remédio e ingerido é como se tivesse tirando a dor com a mão, a falta de medicamentos causa dores intensas nas articulações e perigo de morte".

A Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo vai investigar o asfaltamento de uma área em Nova Colina, comunidade próxima a Sobradinho, que foi feito sem autorização da Administração Regional e do Ibama. O asfaltamento irregular foi denunciado na Câmara Legislativa na tarde de hoje pelo deputado Raad Massouh (DEM). Segundo ele, o asfalto foi feito sem qualquer planejamento e sem considerar as redes de águas pluviais e de esgoto para a área, “a desobediência ao Governo vai causar um grande retardamento no processo de urbanização da cidade”. Raad pediu uma severa punição para a empresa responsável pela obra (DANLUZ).

O deputado Paulo Tadeu (PT) apoiou as críticas feitas por Raad e defendeu a investigação do caso pela Câmara, “a empresa que prestou o serviço deve ser convocada pela casa, para prestar esclarecimentos, queremos saber quem mandou fazer a obra e de onde saiu o dinheiro para a mesma”.
O presidente da Comissão do Meio Ambiente, Batista das Cooperativas (PRP), prometeu apurar o caso rapidamente.

Outro ponto forte da Sessão Ordinária foi a critica de Erika Kokay ao Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) devido à morte de um adolescente em suas instalações, “é fruto da falta de condições de funcionamento e da carência de pessoal especializado, este caso é uma crônica de uma morte anunciada. Quero saber agora quem é que vai pagar e consolar a família deste adolescente".
Segundo Kokay, que é presidente da Comissão dos Direitos Humanos, a ala onde o adolescente encontrado morto estava era destinada para jovens em internação provisória que aguardam sentença. A ala tem capacidade para abrigar 44 adolescentes e hoje é ocupada por 72.

A deputada também reclamou que um centro de internação construído em Planaltina há três anos, ao custo de R$ 8 milhões e com capacidade para 90 adolescentes, está fechado por descaso do GDF.