domingo, 18 de maio de 2008

Coloco Meu, 1000 edições...Brincadeira

Ele começou cult e virou popular. Hoje é o maior faturamento da TV Globo, mas trafega muito bem pelos dois mundos, com humor. É ainda bem aceito entre ricos, empresários, políticos e banqueiros.

Aos 58 anos, Fausto Silva completa neste domingo seu milésimo programa na TV Globo. Uma fórmula de sucesso que fez o apresentador entrar para o time dos maiores comunicadores que a TV brasileira já viu.

O que eu posso dizer de todo esse tempo? Que pouca coisa mudou. Claro, Fausto ficou muito, muito rico – é o maior faturamento da TV Globo. Seu programa, é claro, ao se mudar para a Globo e ir ao ar aos domingos, se enquadrou, apesar de o apresentador não ter jamais perdido a irreverência. Muito menos a inteligência ou o humor. Fausto também nunca abandonou a preocupação social. Campanhas de ajuda, contra doenças, a favor do voto consciente. É para ajudar a melhorar? Falou com a pessoa certa. Não é à toa que seu programa tem parceiros como Bradesco, Magazine Luiza, Nestlé, Oi, Embratel, GM e outros tão grandes e fortes quanto. Para quem começou cult e virou popular, ele demonstrou que soube – e sabe – trafegar pelos dois mundos com a mesma capacidade. Prestígio e popularidade a Globo sempre soube que ele tinha – apurou isso desde o início, em pesquisas. No mais, adicione-se irreverência e humor e, eureka!: aí está o único programa de um mesmo apresentador, mesmo dia e mesmo horário que dura tanto tempo na mesma TV Globo. Pouca coisa com certeza não é.

A razão de tudo isso? Primeiro: nunca nada subiu à cabeça de Fausto Silva. Ele veio de uma família de classe média alta, família boa, bem estruturada. Sempre teve colegas mais velhos nos trabalhos por onde passou, que o orientavam. Curiosidade? A avó de Lima Duarte foi a parteira no nascimento do pai de Fausto. Aliás, vieram dele as primeiras dicas no início da carreira: sinceridade, franqueza, naturalidade. Paulo Autran foi outro que deu toques: “Prepare-se para administrar a intimidade que o público acha que vai ter com você”. Mas bem antes disso, Fausto participava de um programa de rádio, Balancê. Enfrentou não só a ditadura dos costumes, mas também a ditadura política. Sempre soube lidar com todas as classes sociais – é muito bem aceito entre ricos, poderosos, empresários e banqueiros. Gente de todas as idades.Mas nem por isso, essa fama toda e o fato de ser o maior faturamento da emissora, fez dele uma "estrela" - no mau sentido. Nem o desconectou do mundo real também.

Com vocês, o verdadeiro Fausto Silva. Em entrevista para a revista Poder disse:

"Todo país tem o antes e o depois: teve a recessão nos Estados Unidos, a Guerra Civil na Espanha, a Revolução dos Cravos em Portugal. O único que só teve “depois do Cabral” foi o Brasil. Infelizmente."

"Interesse individual aqui no Brasil é sempre acima do coletivo. É o país da hipocrisia. País do “quase”. O país que caiu no real – e não na real."