quarta-feira, 30 de abril de 2008

Libero Geral


Em tempos ainda obscuros, de ampla ignorância e arrogância, onde muitas empresas de comunicação ainda não entenderam a extensão e a importância da Internet, uma notícia que é um alento: a revista Superinteressante abriu todo o seu arquivo na grande rede!

Parabéns ao pessoal sempre antenado da Super, no momento a única revista nacional que priva da minha assinatura.


Super Arquivo Superinteressante


Aos leitores assíduos do meu Blog, meus cumprimentos, de modo especial para o Bruno e Fábio. Obrigado mesmo, são pessoas como vocês que me dão entusiasmo para escrever neste blogger.

Tem que saber usar !



Os gráficos acima são do Internet World Stats, uma das principais instituições que tenta medir o avanço da internet sobre nossas vidas.

Há várias formas de se ler estatísticas. No primeiro gráfico acima, o da pizza colorida, parece que Ásia e Europa avançam. Mas se você olhar com cuidado, logo abaixo, verá que EUA e Austrália são os países que conseguiram inserir a maior parte da população efetivamente na rede.

E ainda resta uma dúvida importante: em que lugar do mundo os seres humanos estão conseguindo usar BEM a internet? Isso não aparece nas estatísticas.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Brasília tu és



Como tinha dito em postagens anteriores...Li uma redação do aluno Bruno Dias da 5ª série "B" do Colégio Passionista, lugar onde trabalho, que me fascinou. A forma com que ele coloca o lugar onde mora me deixou surpreso, pois o aluno escreveu diferente dos outros, tinha ali um jeito poético de descrever o lugar onde vive. Parabéns Bruno. Com atraso apresento a sua redação.

Brasília Tu És

O lugar que considero tranquilo, que não tem violência,pois é reforçada com policiais.
Jogo futebol todos os dias na rua, por isso eu amo Brasília.
Brasília é pequena em relação as outras cidades do Brasil, mas é grande pra mim que nasci aqui.
Viajei para várias cidades e recordo de Brasília um dos lugares mais calmos e bonitos por ter várias árvores.
Brasília Tu és a Capital do nosso País.


Bruno Dias de Lucena Ferreira - 11 anos.

Brasília 48 anos


Quem ama Brasília tem umas manias esquisitas. A primeira e mais estranha é a de admirar o céu multicolorido, apostando que outro igual não há em todo o mundo. Quem ama Brasília vê beleza em tudo.No horizonte que não tem fim, nas árvores tortas, na terra vermelha, no excesso de concreto.
Quem ama Brasília é exagerado assim mesmo. Ama e pronto! E vive contando vantagens. Que aqui a gente pára na faixa, que se pode chegar ao mesmo lugar por vários caminhos, que todo mundo se entende, apesar das diferentes experiências, culturas e sotaques.
Quem ama Brasília grita aos quatro cantos que aqui tem vida sim. Mesmo sem esquinas e sem multidões se acotovelando nas ruas. Aqui tem vida, e como! Quem dúvida é porque nunca caminhou no Parque da Cidade às seis da manhã, foi ao Beirute em plena segunda-feira e teve que esperar em pé por uma mesa ou jamais comprou um livro desses poetas alternativos que vivem perambulando de bar em bar, cheios de vida. Nem curtiu um cineminha em uma das inúmeras salas da cidade, com filmes para todos os gostos.
Quem ama Brasília odeia quando falam mal da cidade. Quando insistem em achar que aqui tudo gira em torno da Esplanada. Quando misturam os podres poderes e as fantasias palacianas com a vida real dos seus habitantes, ou pior, quando dizem que aqui não tem praia.

Quem ama Brasília de verdade responde com um certo desdém: "Se aqui tivesse praia, não seria mais uma cidade, seria o paraíso!"

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Choro, Inocêntes, Terço, Deus...Teatro?




Ontem, Domingo, 20 de abril, o programa campeão de audiência das noites de domingo, o Fantástico, da Rede Globo de Televisão, abriu um generoso espaço para a defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, que foram indiciados pela polícia como assassinos de Isabella, de cinco anos de idade, que fora esganada e jogada viva pela janela do sexto andar do prédio onde moravava o pai e a madastra em São Paulo.(veja entrevista na íntegra a entrevista no vídeo a cima)

O jornalista escalado para entrevistar o casal foi duro, rigoroso, implacável ou impiedoso. Que confrontou o casal com as principais evidências reunidas pela polícia para incriminá-lo. E que replicou as respostas oferecidas por ele, interessado em fazê-lo cair em eventuais contradições ou em jogar mais luz e drama sobre um episódio que chocou o país e que tão cedo será esquecido.

O que se viu foi a melhor peça produzida até agora pela defesa de Alexandre e de Anna Carolina - e pelo jeito, e pelo menos por enquanto, a única possível. De terço na mão, Anna Carolina chorou com facilidade e ajudou Alexandre a completar respostas certamente ensaiadas antes. Esse, por sua vez, invocou Deus como a única testemunha da sua e na inocência de Anna. Como Deus não pode ser chamado para depor...

Não cronometrei o tempo que durou a entrevista. Estimo que as duas partes dela, juntas, devem ter tomado pouco mais de vinte minutos, talvez trinta - o que em termos de televisão é tempo à beça. Sobre as evidências de culpa do casal, o jornalista limitou-se a perguntar timidamente como explicavam manchas de sangue de Isabella encontrados no carro deles e em uma fralda. Eles disseram desconhecer tal fato.

E as manchas do sangue de Isabella detectadas no chão do apartamento de onde ela foi arremessada? Não foi perguntado. E a marca da grade de proteção da janela que ficou, digamos assim, impressa na camiseta que Alexandre usava na noite do crime? Não foi perguntado. O casal tem desafetos, inimigos ferozes que seriam capazes de cometer ato tão cruel? Também não foi perguntado.

O que me parece mais relevante: entre o momento em que Alexandre desligou o carro estacionado na garagem do prédio quando ali chegou na companhia de Anna, Isabella e dos outros dois filhos, e o momento em que o Corpo de Bombeiros foi avisado sobre a existência do corpo de uma criança no gramado do prédio onde o pai dela morava, se passaram exatos 12 minutos.

Seria possível que em apenas 12 minutos Alexandre tirasse Isabella do carro, tomasse o elevador carregando-a nos braços, abrisse com uma chave a porta do seu apartamento, percorresse parte dele, deitasse Isabella na cama, acendesse a luz da mesinha de cabeceira, desse meia volta, fechasse a porta, tomasse novamente o elevador, se reunisse outra vez com o resto da família na garagem, ajudasse a mulher a transportar para cima os outros dois filhos - enquanto o verdadeiro assassino entrava no apartamento, esganava Isabella, enxugava com uma fralda parte do seu sangue, procurava uma faca e uma tesoura para abrir um buraco na rede de proteção da janela, lançava por ali o corpo da menina e escapava sem ser visto tendo antes o cuidado de trancar a porta do apartamento à chave?

Isso também não foi perguntado ao casal.

Nada mais tenho a comentar.

domingo, 13 de abril de 2008

Política? Povo? Brasil !

Abaixo o áudio da minha primeira locução jornalística que foi ao ar pela Rádio UCB na quinta-feira 10 de Abril às 21h no progama "Jornal da Noite", espero que gostem.